Mar 2 2007

Coisas menos importantes que BBB

- “O jornalista Alcemo Gois alertou que as escolas de samba do Grupo Especial do Rio investiram juntas R$ 58,5 milhões apenas em alegorias e fantasias. É mais do que o investimento do Governo Federal no programa de vigilância, prevenção e controle da malária e da dengue (R$ 51,9 milhões). É mais do dobro do investimento em educação infantil (R$ 26,5 milhões) e mais do triplo do investimento em informação e inteligência de segurança pública (R$ 19,1 milhões). Os dados foram recolhidos da ONG contas abertas”.
(Fonte: Diário de Winston - Duplipensar)

- Depois de assassinatos brutais em série o presidente Lula tem a coragem de dizer que a violência é uma questão de sobrevivência. É uma afirmação grotesca. Nesta afirmação preconceituosa todo pobre é propenso ao roubo e a crueldade. O presidente milionário provavelmente já esqueceu o que é ser pobre. Em seu governo milhões de brasileiros sofrem para manter o nome limpo enquanto os ricos corruptos permanecem impunes. A soma dos impostos pagos pelos brasileiros alcançou 38,8% do Produto Interno Bruto. Um novo recorde. Nunca na história deste país se pagou tanto imposto. No mesmo dia desta triste notícia o Supremo Tribunal Federal subiu o teto dos juizes para R$ 24.500,00″. (Duplipensar)

- As marquises caindo não são um fato isolado. A impunidade do Palace II completou nove anos (120 famílias não comemoraram o carnaval de 1988. Nove pessoas morreram na queda do edifício e apenas 82 receberam só 20% do valor da indenização). A tragédia do metrô de São Paulo e do Hotel Canadá em Copacabana logo serão esquecidas por outro escândalo ou morte violenta. Assim como o mensalão provou os grandes partidos estão num fosso moral regido por conveniências. O Jornal do Brasil se saiu muito bem com a manchete sobre o adiamento da redução da votação da maioridade penal: “Até o próximo João Hélio”. (Duplipensar)

- O Presidente Lula acaba de anunciar que vai liderar um grupo de países emergentes, para tentar pressionar os países ricos a reduzir suas emissões de carbono, combatendo o “efeito estufa” e procurando reduzir ou até evitar as desastrosas conseqüências do aquecimento global.
Puro teatro, porque desde que Lula assumiu o Governo, em 2003, a posição brasileira em relação às mudanças climáticas sofreu brutal retrocesso.
Com Lula, o Brasil retrocedeu à era pré-Estocolmo. O lema do governo petista tem sido “as restrições da legislação ambiental são um entrave ao crescimento“.
É exatamente isto que agora se repete: enquanto o Presidente Lula faz teatro e finge combater o aquecimento global, seu governo rejeita que se imponham aos países em desenvolvimento quaisquer limites ou compromissos de redução de emissões de gases do efeito estufa, a partir de 2012.
Somos um país reconhecido por gerar energia limpa. Hoje, 42% da nossa matriz energética advêm de fontes renováveis, sendo 14,5% de hidrelétricas e 13,5% da biomassa da cana-de-açúcar. No entanto, paradoxalmente, o Brasil é um grande emissor de CO2, em decorrência das queimadas e derrubadas de florestas, notadamente na região amazônica, que respondem por 2/3 das emissões brasileiras. O fato é que somos o terceiro maior emissor mundial de gases de efeito estufa, atrás apenas dos Estados Unidos e da China e à frente da Rússia, Japão e Índia. (Dupli - Aquecimento Global)

Mais sobre clima, entre em Intergovernmental Panel on Climate Change ou então leia o relatório liberado em fevereiro.

[ouvindo]: Wilco - Walken

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